Versol Frank & Daniela Mota
Publicações pessoais Compartilhadas aos Amigos
terça-feira, 27 de junho de 2017
segunda-feira, 26 de junho de 2017
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
O JARRO TRINCADO
Um homem que transportava água na índia tinha dois grandes
jarros. Ele carregava um em cada ponta de uma madeira
apoiada sobre a nuca. Um dos jarros estava trincado, ao passo que o
outro era perfeito. Este sempre chegava cheio de água ao fim da
longa caminhada do riacho até a casa do patrão do carregador. O
jarro trincado chegava com água só pela metade. Todos os dias,
durante dois anos, o carregador chegava apenas com um jarro e
meio de água.
O jarro perfeito tinha orgulho de suas realizações, pois cumpria
com excelência o propósito para o qual tinha sido feito. Mas o pobre
jarro trincado tinha vergonha de sua imperfeição e sentia-se abatido
por ser capaz de realizar apenas metade da tarefa para a qual tinha
sido feito.
Infeliz, depois de dois anos considerando isso um triste defeito,
um dia o jarro falou ao carregador junto ao riacho:
— Tenho vergonha de mim mesmo e quero pedir-lhe
desculpas.
— Por quê? De que você sente vergonha?
— Durante os dois últimos anos tenho sido capaz de chegar com
apenas metade da minha capacidade, porque essa trinca no meu lado
faz que a água vaze por todo o caminho de volta à casa do seu patrão. Por causa dos meus defeitos, você tem de ter
todo esse trabalho e não obtém o melhor resultado dos seus
esforços.
O carregador teve pena do velho jarro trincado e disse em sua
compaixão:
— Quando estivermos voltando, quero que você observe as
lindas flores ao longo do caminho.
De fato, ao subirem a colina, o jarro trincado observou as belas
flores do campo que estavam ao lado da trilha, brilhando sob os
raios de sol, e essa visão o animou um pouco.
Mas no final da trilha, ele ainda se sentia mal por perder metade
da água e, por isso, desculpou-se novamente com o homem.
O carregador disse então ao jarro:
— Você percebeu que havia flores somente do seu lado do
caminho e não do lado do outro jarro? Eu sempre soube do seu
defeito e o usei para algo bom. Joguei sementes de flores no
seu lado do caminho, e todos os dias, enquanto fazíamos nosso
percurso de volta do riacho, você as regava. Durante dois anos
pude colher lindas flores para enfeitar a mesa do meu patrão.
Se você não fosse do jeito que é, ele não teria essas lindas flores
para alegrar a casa.
MANNING, Brennan. Confiança Cega: O jarro trincado. São Paulo; Ed. Mundo Cristão, p. 139-140, 2009.
jarros. Ele carregava um em cada ponta de uma madeira
apoiada sobre a nuca. Um dos jarros estava trincado, ao passo que o
outro era perfeito. Este sempre chegava cheio de água ao fim da
longa caminhada do riacho até a casa do patrão do carregador. O
jarro trincado chegava com água só pela metade. Todos os dias,
durante dois anos, o carregador chegava apenas com um jarro e
meio de água.
O jarro perfeito tinha orgulho de suas realizações, pois cumpria
com excelência o propósito para o qual tinha sido feito. Mas o pobre
jarro trincado tinha vergonha de sua imperfeição e sentia-se abatido
por ser capaz de realizar apenas metade da tarefa para a qual tinha
sido feito.
Infeliz, depois de dois anos considerando isso um triste defeito,
um dia o jarro falou ao carregador junto ao riacho:
— Tenho vergonha de mim mesmo e quero pedir-lhe
desculpas.
— Por quê? De que você sente vergonha?
— Durante os dois últimos anos tenho sido capaz de chegar com
apenas metade da minha capacidade, porque essa trinca no meu lado
faz que a água vaze por todo o caminho de volta à casa do seu patrão. Por causa dos meus defeitos, você tem de ter
todo esse trabalho e não obtém o melhor resultado dos seus
esforços.
O carregador teve pena do velho jarro trincado e disse em sua
compaixão:
— Quando estivermos voltando, quero que você observe as
lindas flores ao longo do caminho.
De fato, ao subirem a colina, o jarro trincado observou as belas
flores do campo que estavam ao lado da trilha, brilhando sob os
raios de sol, e essa visão o animou um pouco.
Mas no final da trilha, ele ainda se sentia mal por perder metade
da água e, por isso, desculpou-se novamente com o homem.
O carregador disse então ao jarro:
— Você percebeu que havia flores somente do seu lado do
caminho e não do lado do outro jarro? Eu sempre soube do seu
defeito e o usei para algo bom. Joguei sementes de flores no
seu lado do caminho, e todos os dias, enquanto fazíamos nosso
percurso de volta do riacho, você as regava. Durante dois anos
pude colher lindas flores para enfeitar a mesa do meu patrão.
Se você não fosse do jeito que é, ele não teria essas lindas flores
para alegrar a casa.
MANNING, Brennan. Confiança Cega: O jarro trincado. São Paulo; Ed. Mundo Cristão, p. 139-140, 2009.
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